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VESÍCULA BILIAR

Cirurgia de Vesícula (Colecistectomia) em Uberlândia-MG

Retirada da vesícula com cálculos por videolaparoscopia ou cirurgia robótica — a operação mais frequente da cirurgia do aparelho digestivo, explicada com os números da literatura.

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Dr. Solon Gonçalves Souza Menezes, cirurgião do aparelho digestivo e cirurgia robótica em Uberlândia-MG

Dr. Solon Gonçalves Souza Menezes

CRM-MG 79366 · RQE 60355 (Cirurgia do Aparelho Digestivo) · RQE 44656 (Cirurgia Geral)

Professor de Cirurgia — FAMED UFU · Certificação em Cirurgia Robótica (Intuitive / Hospital Albert Einstein) · Atende nos Hospitais UMC e Mater Dei Santa Genoveva, Uberlândia-MG · (34) 99341-0915

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A vesícula biliar é uma pequena bolsa, sob o fígado, que armazena a bile e a libera no intestino durante as refeições. Quando a bile se concentra em excesso, formam-se os cálculos — a popular “pedra na vesícula”. Trata-se de um achado muito comum: segundo a diretriz europeia de 2016 (EASL), 10% a 20% das populações ocidentais têm cálculos biliares, e cerca de 80% dessas pessoas nunca sentem nada. Entre as que têm cálculos sem sintomas, apenas 1% a 4% ao ano passam a apresentar queixas, quase sempre a cólica biliar: dor forte na parte superior do abdome, geralmente depois de uma refeição mais gordurosa, que pode irradiar para as costas ou para o ombro direito e durar algumas horas.

A decisão de operar depende, antes de tudo, de haver ou não sintomas. Para cálculos com sintomas, a colecistectomia (retirada da vesícula) é a opção preferida pelas diretrizes, com recomendação forte: depois da primeira cólica, cerca de metade dos pacientes volta a ter crises e o risco anual de complicações — colecistite aguda (inflamação da vesícula), pancreatite, icterícia por cálculo na via biliar — sobe para 1% a 3% ao ano. Já os cálculos sem sintomas não devem ser operados de rotina, porque o risco de complicação é baixo (0,1% a 0,3% ao ano) e não supera o risco de uma operação. Há exceções, avaliadas caso a caso na consulta.

Ilustração da vesícula biliar com cálculos, sob o fígado, com as vias biliares e a localização no corpo
Ilustração didáticaA vesícula biliar fica sob o fígado e armazena a bile, que chega ao duodeno pelas vias biliares. Quando a bile se concentra demais, formam-se os cálculos (pedras) dentro da vesícula — a colelitíase. Na colecistectomia, a vesícula é removida inteira, com os cálculos, por videolaparoscopia ou robótica; o fígado continua produzindo bile normalmente.

A operação de referência é a colecistectomia videolaparoscópica: mais de 93% das colecistectomias no mundo já começam por essa via, e a diretriz europeia a considera o padrão com evidência de alta qualidade, inclusive na colecistite aguda. Sob anestesia geral, por três ou quatro pequenas incisões (os “furinhos”), o cirurgião identifica com segurança o ducto cístico e a artéria cística — o chamado critical view of safety, princípio central da diretriz multissociedade de 2020 para prevenir lesão da via biliar —, fecha ambos com clipes e retira a vesícula com os cálculos pela incisão do umbigo. O colédoco, canal que leva a bile do fígado ao intestino, é preservado. A conversão para cirurgia aberta ocorre em 4% a 8% dos casos, mais em vesículas muito inflamadas.

O Dr. Solon Gonçalves realiza a colecistectomia pelas duas vias minimamente invasivas — videolaparoscópica e robótica, nos Hospitais UMC e Mater Dei Santa Genoveva, em Uberlândia-MG. A plataforma robótica oferece visão tridimensional ampliada e instrumentos articulados, mas é importante ser transparente com o que a literatura mostra para a vesícula: as metanálises mais recentes não demonstram vantagem clínica da robótica sobre a videolaparoscopia, que permanece o padrão de cuidado; o tempo e o custo são maiores, e um grande estudo de registro norte-americano encontrou mais lesões de via biliar com a robótica, achado que pode refletir a curva de aprendizado. Por isso, a via robótica fica reservada a casos selecionados, decididos em conjunto com o paciente. Uma observação frequente no consultório: a cirurgia de vesícula não é “a laser” — a expressão popular se refere, na verdade, à videolaparoscopia.

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QUANDO OPERAR

Quem tem indicação de cirurgia de vesícula.

A indicação segue as diretrizes internacionais (EASL 2016, WSES 2020 e Tokyo 2018) e é sempre confirmada na avaliação individual, com exame físico, ultrassonografia e exames de sangue.

01

Cálculos com sintomas

Cólica biliar típica, mesmo que tenha ocorrido uma única vez: a colecistectomia é a conduta preferida, e as diretrizes orientam operar o mais cedo possível. Em um ensaio clínico, 22,5% dos pacientes que ficaram em fila de espera (média de 4 meses) tiveram eventos graves — pancreatite, empiema, colangite — enquanto aguardavam.

02

Colecistite aguda (vesícula inflamada)

Dor contínua, febre e vesícula inflamada ao exame: a cirurgia precoce, idealmente em até 72 horas da internação e no máximo em 7 dias (ou 10 dias do início dos sintomas), é a conduta recomendada quando há condições clínicas. Operar entre a 2ª e a 6ª semana aumenta a morbidade; se a janela passou, espera-se cerca de 6 semanas para operar.

03

Complicações dos cálculos

Pancreatite biliar, icterícia ou colangite por cálculo que migrou para o colédoco: o tratamento combina a retirada do cálculo da via biliar (em geral por endoscopia) e a colecistectomia, para evitar novos episódios.

04

Cálculos sem sintomas

Não se opera de rotina: o risco de complicação é de 0,1% a 0,3% ao ano. Situações específicas — como achados de imagem suspeitos ou condições que elevam o risco — são discutidas individualmente na consulta.

COMO É FEITA

Videolaparoscopia e robótica: o que a evidência mostra para a vesícula.

As duas vias retiram a vesícula pelas mesmas pequenas incisões e seguem os mesmos princípios de segurança. A diferença está na plataforma: na videolaparoscopia o cirurgião manipula diretamente os instrumentos; na robótica, controla a partir de um console instrumentos articulados com visão 3D. A tabela resume os dados comparativos publicados até 2026.

AspectoVideolaparoscopiaCirurgia robótica
Incisões3 a 4 incisões de 0,5 a 1,2 cm3 a 4 incisões de tamanho semelhante
Visão e instrumentosImagem de alta definição; instrumentos retosVisão tridimensional ampliada; instrumentos articulados
Conversão para cirurgia aberta4% a 8% (EASL 2016); maior na colecistite agudaMenor nas metanálises de estudos observacionais (OR 0,44)
Lesão da via biliarRelatada entre 0,04% e 1,5%; lesão maior em torno de 0,2% a 0,4%Sem evidência de redução; registro norte-americano (Medicare) encontrou 0,7% vs 0,2% de lesões com reconstrução
Tempo de cirurgiaEm geral menorMaior nas metanálises (ex.: 75 vs 60 min)
InternaçãoAlta no mesmo dia ou no dia seguinteSemelhante
CustoMenor2 a 3 vezes maior
Papel atualPadrão de cuidado para a maioria dos pacientesOpção em casos selecionados, decidida caso a caso

No celular, arraste a tabela para o lado para ver todas as colunas.

Fontes: EASL 2016; Kalata et al., JAMA Surg 2023; Coco & Leanza, J Robot Surg 2026; Delpino et al., Am J Surg 2026. A maior parte dos dados comparativos vem de estudos observacionais, sujeitos a viés de seleção — nenhuma dessas diferenças pode ser prometida a um paciente individual.
PREPARO E RECUPERAÇÃO

O que esperar antes e depois da cirurgia.

Preparo pré-operatório

Antes da cirurgia são solicitados exames de sangue, ultrassonografia (às vezes ressonância das vias biliares, quando há suspeita de cálculo no colédoco) e avaliação anestésica. Orienta-se jejum conforme o protocolo do hospital, suspensão temporária de anticoagulantes e de alguns outros medicamentos sob orientação médica, e interrupção do tabagismo. Quem usa medicações para emagrecer ou diabetes do tipo GLP-1 (como semaglutida e tirzepatida) deve informar a equipe: elas retardam o esvaziamento do estômago e podem exigir ajuste do jejum ou da técnica anestésica. Na colecistite aguda, o preparo é feito durante a internação e a cirurgia ocorre nos primeiros dias.

Recuperação e pós-operatório

A maioria dos pacientes recebe alta no mesmo dia ou na manhã seguinte — uma revisão Cochrane mostrou que a alta no mesmo dia é tão segura quanto a internação de uma noite, embora cerca de 20% dos pacientes acabem precisando ficar. É comum dor leve nas incisões e, nos primeiros dias, dor referida no ombro pelo gás usado na cirurgia. A alimentação é reintroduzida de forma leve e progressiva. Atividades do dia a dia costumam ser retomadas em poucos dias; trabalho sem esforço físico, em 1 a 2 semanas; esforço e levantamento de peso, em geral após 4 semanas. A convalescença é cerca de 3 semanas mais curta do que na cirurgia aberta. Qualquer febre, icterícia (pele amarelada) ou dor intensa deve ser comunicada de imediato.

RISCOS E COMPLICAÇÕES

Os riscos da colecistectomia, com os números publicados.

A colecistectomia laparoscópica é uma operação segura e muito padronizada, mas nenhuma cirurgia tem risco zero. Os números abaixo vêm de registros e séries reunidos pelas diretrizes europeia (EASL 2016) e da Sociedade Mundial de Cirurgia de Emergência (WSES 2020) e servem como referência, não como garantia individual.

  • Lesão da via biliar — a complicação grave mais temida. Na colecistectomia laparoscópica é relatada entre 0,04% e 1,5% (qualquer grau); as lesões maiores, com secção do ducto, ficam em torno de 0,2% a 0,4% (0,3% em mais de 50 mil pacientes do registro sueco). A própria diretriz admite que a incidência real pode ser subnotificada. Quando identificada, o tratamento deve ser feito por equipe hepatobiliar experiente.
  • Vazamento de bile (fístula biliar) — 0,4% a 1,5%; costuma ser tratado com drenagem e, por vezes, endoscopia.
  • Sangramento — 0,2% a 1,4%; infecção da ferida — 1,3% a 1,8%; pancreatite — cerca de 0,3%.
  • Conversão para cirurgia aberta — 4% a 8% no geral, podendo chegar a cerca de 20% na colecistite aguda; não é uma complicação, e sim uma decisão de segurança.
  • Colecistite aguda — cenário de maior risco: mortalidade de 0,1% a 1%, lesão biliar de 0,2% a 1,5% e complicações maiores (cardíacas, pulmonares, tromboembólicas) em 6% a 9% dos casos, segundo a WSES 2020.
  • Cálculo residual na via biliar — pode se manifestar depois da cirurgia, com dor ou icterícia, e em geral é resolvido por endoscopia (CPRE).
  • Riscos gerais — anestesia, trombose venosa, hérnia nas incisões e infecção, com frequências baixas e reduzidas pelos cuidados perioperatórios.
PERGUNTAS FREQUENTES

Dúvidas comuns sobre esse procedimento.

Pedra na vesícula sempre precisa operar?+

Não. Quem tem cálculos e nunca teve sintomas não precisa operar de rotina, porque o risco de complicação é baixo (0,1% a 0,3% ao ano). Já quem teve cólica biliar deve ser operado, de preferência logo: metade dos pacientes volta a ter crises e o risco de complicações sobe para 1% a 3% ao ano. Essa é a posição da diretriz europeia (EASL 2016).

O que acontece se eu não tirar a pedra na vesícula?+

Se não há sintomas, provavelmente nada: cerca de 80% das pessoas com cálculos nunca sentem nada, e apenas 1% a 4% ao ano passam a ter queixas. Se já houve cólica, o cenário muda — a chance de novas crises e de complicações como colecistite aguda, pancreatite e obstrução da via biliar é maior, e são essas complicações que tornam a cirurgia mais difícil e arriscada.

Pedra na vesícula pode sair sozinha ou dissolver com remédio ou chá?+

Os cálculos de vesícula não desaparecem com chás ou dietas. A dissolução com medicamento tem indicação muito restrita, não serve para a maioria dos casos e os cálculos costumam voltar. Cálculos pequenos podem migrar para a via biliar — e isso, em vez de resolver o problema, causa pancreatite ou icterícia. Para cálculos sintomáticos, a conduta de referência continua sendo a retirada da vesícula.

A cirurgia de vesícula é perigosa?+

É uma das operações mais realizadas e padronizadas do mundo, com mortalidade muito baixa no cenário eletivo. Os riscos existem e estão descritos nesta página: lesão da via biliar (lesão maior em cerca de 0,2% a 0,4%), vazamento de bile, sangramento e infecção, todos pouco frequentes. O risco é maior quando a vesícula está muito inflamada — mais um motivo para não adiar a cirurgia depois da primeira crise.

A cirurgia de vesícula é a laser?+

Não existe cirurgia de vesícula a laser. A expressão popular se refere à videolaparoscopia, feita por pequenas incisões com uma câmera. O laser não tem papel na retirada da vesícula.

Vídeo ou robótica: qual é melhor para a vesícula?+

Para a vesícula, a videolaparoscopia continua sendo o padrão: as metanálises mais recentes não mostram benefício clínico da robótica, que tem tempo e custo maiores, e um grande registro norte-americano encontrou mais lesões de via biliar com o robô. O Dr. Solon realiza as duas técnicas e reserva a robótica a casos selecionados — por exemplo, quando outra operação será feita no mesmo tempo cirúrgico. A escolha é feita em conjunto, na consulta.

Como é a anestesia, quanto tempo dura e quantos furinhos são feitos?+

A colecistectomia é feita sob anestesia geral, com três ou quatro pequenas incisões (0,5 a 1,2 cm). A cirurgia costuma durar em torno de uma hora, podendo ser mais longa quando a vesícula está muito inflamada ou há aderências de cirurgias anteriores.

Quanto tempo de internação, repouso e atestado?+

A alta costuma ocorrer no mesmo dia ou na manhã seguinte. Atividades leves são retomadas em poucos dias; trabalho sem esforço físico, em 1 a 2 semanas; esforço físico e levantamento de peso, em geral depois de 4 semanas. O atestado é definido individualmente conforme a atividade profissional e a evolução de cada paciente.

O que muda na vida de quem tira a vesícula? O que não pode comer?+

A bile continua sendo produzida pelo fígado e chega ao intestino normalmente — a diferença é que não há mais o reservatório. Nas primeiras semanas, refeições menores e com menos gordura costumam ser melhor toleradas, e algumas pessoas notam fezes mais amolecidas, que tendem a se normalizar. Não há dieta obrigatória permanente: a grande maioria volta à alimentação habitual.

As canetas de emagrecimento (Ozempic, Mounjaro) aumentam o risco de pedra na vesícula?+

Sim. Uma metanálise de 76 ensaios clínicos randomizados, com mais de 100 mil participantes, publicada no JAMA Internal Medicine em 2022, mostrou que os medicamentos da classe GLP-1 aumentam o risco de doenças da vesícula e das vias biliares (risco relativo 1,37), e nos estudos para emagrecimento esse risco mais que dobrou (risco relativo 2,29), sobretudo com doses altas e uso prolongado. Isso não contraindica o tratamento, que é prescrito e acompanhado pelo médico assistente — mas quem está emagrecendo com essas medicações e sente dor abdominal deve ser avaliado.

Pedra na vesícula pode virar câncer?+

Os cálculos são um fator de risco conhecido para o câncer de vesícula, mas esse câncer é raro e o risco individual de quem tem cálculos é muito baixo — por isso a presença de cálculos, isoladamente, não é motivo para operar quem não tem sintomas. Alterações na parede da vesícula vistas em exames de imagem são o que exige atenção, e são avaliadas caso a caso. Saiba mais na página sobre câncer de vesícula biliar.

Vesícula inflamada: é melhor operar logo ou esperar desinflamar?+

Operar logo. As diretrizes recomendam a cirurgia precoce na colecistite aguda — em até 72 horas da internação, segundo a EASL, ou em até 7 dias (e 10 dias do início dos sintomas), segundo a WSES. Uma revisão Cochrane mostrou que operar cedo reduz a internação total em cerca de 4 dias, e que 18% dos pacientes que esperaram precisaram de cirurgia de urgência antes da data marcada. Quando a janela inicial passou, aguarda-se em torno de 6 semanas, porque operar entre a 2ª e a 6ª semana aumenta a morbidade.

Você opera pelo SUS?+

Faço cirurgias pelo SUS. Sou professor de Cirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Uberlândia e opero pacientes no Hospital de Clínicas da UFU (HC-UFU). O caminho, porém, não passa pelo meu consultório: para ser operado pelo SUS é preciso procurar o posto de saúde ou a Unidade Básica de Saúde mais próxima da sua residência, ser avaliado por um médico e, havendo indicação cirúrgica, ser inserido na fila de regulação do seu município. O cirurgião não escolhe quem vai operar pelo SUS — a fila é seguida rigorosamente, conforme as regras do SUS.

ONDE OPERAR

Estrutura hospitalar em Uberlândia-MG.

Hospital Mater Dei Santa Genoveva

Av. Vasconcelos Costa, 967 — Bairro Martins, Uberlândia-MG

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Hospital UMC

Rua Rafael Marino Neto, 600 — Bairro Jardim Karaíba, Uberlândia-MG

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Conteúdo revisado por Dr. Solon Gonçalves Souza Menezes — CRM-MG 79366, RQE 60355 (Cirurgia do Aparelho Digestivo), RQE 44656 (Cirurgia Geral). Professor de Cirurgia da FAMED-UFU e Supervisor do Programa de Residência Médica em Cirurgia Geral do HC-UFU. ORCID. Última revisão: outubro/2026.

Referências
  1. European Association for the Study of the Liver (EASL). EASL Clinical Practice Guidelines on the prevention, diagnosis and treatment of gallstones. J Hepatol. 2016;65(1):146-181. doi:10.1016/j.jhep.2016.03.005
  2. Pisano M, Allievi N, Gurusamy K, et al. 2020 World Society of Emergency Surgery updated guidelines for the diagnosis and treatment of acute calculus cholecystitis. World J Emerg Surg. 2020;15(1):61. doi:10.1186/s13017-020-00336-x
  3. Okamoto K, Suzuki K, Takada T, et al. Tokyo Guidelines 2018: flowchart for the management of acute cholecystitis. J Hepatobiliary Pancreat Sci. 2018;25(1):55-72. doi:10.1002/jhbp.516
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  5. Gurusamy KS, Koti R, Fusai G, et al. Early versus delayed laparoscopic cholecystectomy for uncomplicated biliary colic. Cochrane Database Syst Rev. 2013;2013(6):CD007196. doi:10.1002/14651858.CD007196.pub3
  6. Vaughan J, Gurusamy KS, Davidson BR. Day-surgery versus overnight stay surgery for laparoscopic cholecystectomy. Cochrane Database Syst Rev. 2013;2013(7):CD006798. doi:10.1002/14651858.CD006798.pub4
  7. Brunt LM, Deziel DJ, Telem DA, et al. Safe Cholecystectomy Multi-society Practice Guideline and State of the Art Consensus Conference on Prevention of Bile Duct Injury During Cholecystectomy. Ann Surg. 2020;272(1):3-23. doi:10.1097/SLA.0000000000003791
  8. Kalata S, Thumma JR, Norton EC, et al. Comparative Safety of Robotic-Assisted vs Laparoscopic Cholecystectomy. JAMA Surg. 2023;158(12):1303-1310. doi:10.1001/jamasurg.2023.4389
  9. Coco D, Leanza S. Comparative effectiveness, safety, and cost of laparoscopic versus robotic minimally invasive cholecystectomy: a systematic review and meta-analysis. J Robot Surg. 2026;20(1):177. doi:10.1007/s11701-025-02863-8
  10. Delpino FM, Tustumi F, Siqueira MM, et al. Comparison between open, laparoscopic, and robotic cholecystectomy: a systematic review and meta-analysis. Am J Surg. 2026;257:116972. doi:10.1016/j.amjsurg.2026.116972
  11. He L, Wang J, Ping F, et al. Association of Glucagon-Like Peptide-1 Receptor Agonist Use With Risk of Gallbladder and Biliary Diseases: A Systematic Review and Meta-analysis of Randomized Clinical Trials. JAMA Intern Med. 2022;182(5):513-519. doi:10.1001/jamainternmed.2022.0338