Agendar
CIRURGIA ONCOLÓGICA

Cirurgia de Câncer de Reto em Uberlândia-MG

Diagnóstico, estadiamento e tratamento cirúrgico do câncer de reto, com excisão total do mesorreto por via laparoscópica ou robótica.

Falar sobre Câncer de Reto no WhatsApp
Dr. Solon Gonçalves Souza Menezes, cirurgião do aparelho digestivo e cirurgia robótica em Uberlândia-MG

Dr. Solon Gonçalves Souza Menezes

CRM-MG 79366 · RQE 60355 (Cirurgia do Aparelho Digestivo) · RQE 44656 (Cirurgia Geral)

Professor de Cirurgia — FAMED UFU · Título de Especialista em Cirurgia do Aparelho Digestivo (CBCD/AMB) · Certificação em Cirurgia Robótica (Intuitive / Hospital Albert Einstein) · Atende nos Hospitais UMC e Mater Dei Santa Genoveva, Uberlândia-MG · (34) 99341-0915

Agendar Consulta

O câncer de reto é uma neoplasia maligna que se origina na porção final do intestino grosso, imediatamente antes do canal anal, e integra o grupo dos tumores colorretais, entre os mais incidentes no Brasil. Costuma se manifestar de forma insidiosa, e os sinais de alerta incluem sangramento anal (enterorragia), muitas vezes confundido com hemorroidas, alteração persistente do hábito intestinal (diarreia, constipação ou alternância entre ambas), tenesmo (sensação de evacuação incompleta), redução do calibre das fezes, dor ou desconforto pélvico, anemia sem causa aparente e perda de peso não intencional. Sangramento retal após os 40 anos ou mudança do hábito intestinal por mais de quatro semanas justificam avaliação médica e colonoscopia.

O diagnóstico é confirmado por colonoscopia com biópsia da lesão, e o estadiamento local depende de ressonância magnética de pelve, exame que define a profundidade da invasão tumoral, a distância até a margem circunferencial e o envolvimento do mesorreto — informações decisivas para o planejamento cirúrgico. Tomografia de tórax, abdome e pelve rastreia doença a distância, e a dosagem do CEA auxilia no acompanhamento. A cirurgia permanece como o principal tratamento com intenção curativa do câncer de reto; o planejamento cirúrgico e oncológico deste conteúdo segue os critérios da certificação em Cirurgia Oncológica do Aparelho Digestivo, emitida pelo Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva (CBCD), sociedade vinculada à Associação Médica Brasileira (AMB).

Em tumores localmente avançados, indica-se com frequência quimiorradioterapia neoadjuvante antes da cirurgia, reduzindo o volume tumoral e a taxa de recidiva local. O procedimento cirúrgico principal é a excisão total do mesorreto (ETM), realizada por ressecção anterior do reto ou retossigmoidectomia, com preservação esfincteriana quando oncologicamente viável, ou por amputação abdominoperineal (cirurgia de Miles) em tumores muito baixos. O acesso pode ser laparoscópico, robótico ou aberto, conforme características do tumor e do paciente. A depender da altura da anastomose, pode ser necessária ileostomia ou colostomia temporária de proteção, e a quimioterapia adjuvante é definida conforme o estadiamento patológico final.

PREPARO E RECUPERAÇÃO

O que esperar antes e depois da cirurgia.

Preparo pré-operatório

O preparo antes da cirurgia de ressecção retal costuma envolver avaliação clínica e, quando indicado, cardiológica, exames de imagem e laboratoriais atualizados, além de orientações sobre preparo intestinal, que pode variar conforme a técnica planejada e as condições do paciente. Em geral, recomenda-se ajustar ou suspender determinados medicamentos, como anticoagulantes, dentro de um prazo definido pela equipe médica, e observar o jejum pré-operatório orientado pela anestesia. Quando há indicação de estoma, costuma-se envolver uma equipe de estomaterapia ainda na fase pré-operatória para orientações e, se necessário, demarcação do local. Cada etapa do preparo é ajustada individualmente pelo cirurgião responsável, de acordo com o estadiamento e as particularidades clínicas do paciente.

Recuperação e pós-operatório

A recuperação após a ressecção retal costuma ser acompanhada de perto nos primeiros dias, com atenção ao retorno da função intestinal, ao controle da dor e aos cuidados com eventual estoma. Protocolos de recuperação acelerada (ERAS) podem contribuir para uma mobilização e retomada da alimentação mais precoces, mas o ritmo exato varia de paciente para paciente. O tempo de afastamento das atividades habituais e a eventual necessidade de tratamentos complementares, como quimioterapia, dependem da evolução clínica e do estadiamento, devendo ser definidos caso a caso pela equipe responsável. Consultas de retorno costumam ser agendadas para acompanhar a cicatrização e planejar as próximas etapas do tratamento.

PERGUNTAS FREQUENTES

Dúvidas comuns sobre esse procedimento.

Quais são os sintomas e sinais de alerta do câncer de reto?+

O câncer de reto pode causar sangramento anal (enterorragia), muitas vezes confundido com hemorroidas, alteração do hábito intestinal (diarreia ou constipação persistente), tenesmo (sensação de evacuação incompleta), redução do calibre das fezes, dor ou desconforto pélvico e perda de peso não intencional. Sangramento retal após os 40 anos, anemia sem causa aparente ou mudança persistente do hábito intestinal por mais de quatro semanas são sinais de alerta que justificam avaliação médica e colonoscopia.

Quais exames são necessários para diagnosticar o câncer de reto?+

O diagnóstico é confirmado por colonoscopia com biópsia da lesão. O estadiamento local utiliza ressonância magnética de pelve, que avalia a profundidade da invasão tumoral, a distância até a margem circunferencial e o comprometimento do mesorreto; a ultrassonografia endorretal pode complementar essa avaliação em tumores iniciais. Tomografia de tórax, abdome e pelve investiga metástases a distância, e a dosagem do marcador CEA auxilia no acompanhamento, sem substituir os exames de imagem e a biópsia.

Quanto tempo dura a cirurgia de ressecção retal?+

O tempo cirúrgico varia conforme a técnica empregada (aberta, laparoscópica ou robótica), a altura do tumor e a necessidade de confecção de estoma, situando-se geralmente entre três e cinco horas. Casos com dissecção pélvica mais complexa, reconstrução esfincteriana ou cirurgia associada a outros órgãos podem demandar tempo adicional. A duração exata só pode ser estimada após avaliação individual do caso pelo cirurgião responsável.

Que tipo de anestesia é usado na cirurgia de reto?+

A cirurgia é realizada sob anestesia geral, frequentemente associada a bloqueio anestésico regional (peridural ou bloqueios de parede abdominal) para otimizar o controle da dor no pós-operatório e reduzir o consumo de opioides. A escolha da técnica anestésica é definida em conjunto com a equipe de anestesiologia, considerando idade, comorbidades e a via de acesso cirúrgico planejada para o caso.

Quanto tempo de internação é necessário após a cirurgia?+

A internação hospitalar costuma variar entre quatro e sete dias em cirurgias por via laparoscópica ou robótica, podendo ser mais longa em ressecções abertas ou quando há complicações. Protocolos de recuperação acelerada (ERAS) têm reduzido esse tempo em muitos casos, mas o período exato depende da evolução clínica, do retorno da função intestinal e da adaptação ao estoma, quando presente.

A cirurgia de reto causa muita dor no pós-operatório?+

Como em qualquer cirurgia abdominal e pélvica, há dor no pós-operatório imediato, controlada com analgesia multimodal, associando analgésicos comuns, bloqueios regionais e, quando necessário, opioides em doses controladas. O acesso laparoscópico ou robótico costuma associar-se a menor dor e menor uso de opioides em comparação à via aberta, mas a intensidade da dor varia de paciente para paciente.

Serão necessários drenos, sondas ou bolsa de estoma?+

É comum o uso de sonda vesical nos primeiros dias e, eventualmente, dreno pélvico, retirados conforme a evolução clínica. A necessidade de estoma (ileostomia ou colostomia) depende da altura do tumor em relação ao esfíncter anal e da segurança da anastomose: pode ser temporário, revertido em cirurgia posterior após cicatrização adequada, ou definitivo em ressecções muito baixas com amputação do reto.

A cirurgia deixa cicatrizes visíveis?+

Na via laparoscópica ou robótica, as cicatrizes limitam-se a pequenas incisões, geralmente entre 5 mm e 12 mm, distribuídas pelo abdome, além de uma incisão um pouco maior para retirada da peça cirúrgica. Na via aberta, a incisão é mediana e mais extensa. Quando há estoma, existe também um orifício cutâneo correspondente, que pode ser fechado em cirurgia posterior nos casos temporários.

Quanto tempo o paciente fica afastado do trabalho?+

O afastamento costuma variar entre quatro e seis semanas para atividades leves, podendo se estender para trabalhos que exijam esforço físico. Pacientes que necessitam de quimioterapia adjuvante têm o retorno também condicionado à tolerância ao tratamento sistêmico. O tempo exato depende da via de acesso utilizada, da presença de estoma e da recuperação individual, devendo ser definido caso a caso.

Quais são os riscos, complicações e possíveis contraindicações da cirurgia?+

Como em qualquer cirurgia oncológica pélvica, há riscos de deiscência de anastomose, infecção de sítio cirúrgico, sangramento, lesão de estruturas vizinhas (ureter, nervos pélvicos) e disfunção urinária ou sexual. A indicação cirúrgica pode ser contraindicada em situações de risco anestésico proibitivo ou doença metastática extensa sem controle sistêmico prévio; cada caso é avaliado individualmente quanto a riscos e benefícios.

Sempre é necessário fazer quimioterapia ou radioterapia além da cirurgia? Quem participa do tratamento?+

Em tumores localmente avançados, é frequente a quimiorradioterapia neoadjuvante antes da cirurgia, visando reduzir o volume tumoral e a taxa de recidiva local; a quimioterapia adjuvante pode ser indicada conforme o estadiamento patológico final. A decisão é tomada por equipe multidisciplinar, incluindo cirurgião oncológico, oncologista clínico, radioterapeuta, radiologista, patologista e enfermagem especializada em estomaterapia.

ONDE OPERAR

Estrutura hospitalar em Uberlândia-MG.

Hospital Mater Dei Santa Genoveva

Av. Vasconcelos Costa, 967 — Bairro Martins, Uberlândia-MG

Abrir no Google Maps →

Hospital UMC

Rua Rafael Marino Neto, 600 — Bairro Jardim Karaíba, Uberlândia-MG

Abrir no Google Maps →

Deseja agendar sua avaliação?

Fale agora com a equipe do Dr. Solon Gonçalves pelo WhatsApp e garanta sua consulta.

Agendar Consulta

Conteúdo revisado por Dr. Solon Gonçalves Souza Menezes — CRM-MG 79366, RQE 60355 (Cirurgia do Aparelho Digestivo), RQE 44656 (Cirurgia Geral). Professor de Cirurgia da FAMED-UFU e Supervisor do Programa de Residência Médica em Cirurgia Geral do HC-UFU. ORCID. Última revisão: setembro/2026.

Referências
  1. Jayne D, Pigazzi A, Marshall H, et al. Effect of Robotic-Assisted vs Conventional Laparoscopic Surgery on Risk of Conversion to Open Laparotomy (ROLARR trial). JAMA. 2017;318(16):1569-1580. doi:10.1001/jama.2017.7219
  2. MERCURY Study Group. Diagnostic accuracy of preoperative MRI in predicting curative resection of rectal cancer. BMJ. 2006;333(7572):779. doi:10.1136/bmj.38937.646400.55
  3. Denadai MVA, Melani AGF, Neto MC, et al. Robotic rectal surgery: Outcomes of the first 102 totally robotic cases handled using the single-docking technique. J Surg Oncol. 2021;123(4):997-1004. doi:10.1002/jso.26351
  4. Sauer R, Becker H, Hohenberger W, et al. Preoperative versus postoperative chemoradiotherapy for rectal cancer. N Engl J Med. 2004;351(17):1731-1740. doi:10.1056/NEJMoa040694