
Dr. Solon Gonçalves Souza Menezes
Professor de Cirurgia — FAMED UFU · Certificação em Cirurgia Robótica (Intuitive / Hospital Albert Einstein) · Atende nos Hospitais UMC e Mater Dei Santa Genoveva, Uberlândia-MG · (34) 99341-0915
A diástase dos músculos retos abdominais é o afastamento anormal desses músculos na linha média do abdome, causado pelo enfraquecimento e alongamento da linha alba — o tecido conjuntivo que os mantém unidos. É uma condição frequente após gestações, sobretudo múltiplas, e também pode surgir associada a grandes variações de peso, ao enfraquecimento da musculatura abdominal com a idade ou, mais raramente, em homens após emagrecimento importante. Na maioria dos casos, o diagnóstico é clínico: o cirurgião avalia a distância entre os músculos retos durante a contração da parede abdominal, podendo recorrer a ultrassonografia ou tomografia computadorizada para dimensionar com mais precisão o afastamento e identificar eventual hérnia associada, quando há dúvida diagnóstica ou necessidade de planejamento cirúrgico mais detalhado. A indicação de correção costuma ser considerada diante de sintomas como dor lombar, sensação de fraqueza da parede abdominal, abaulamento visível ou resposta insuficiente à fisioterapia, sempre após avaliação individualizada.
A técnica MAMI diferencia-se por unir, no mesmo planejamento cirúrgico, duas etapas complementares e multidisciplinares. Na primeira, o cirurgião do aparelho digestivo corrige a diástase por videolaparoscopia ou cirurgia robótica, aproximando os músculos retos afastados por meio de pequenas incisões, sem necessidade de uma grande abertura da parede abdominal. Na sequência, a Dra. Lorena Queiroz, cirurgiã plástica parceira, retira apenas um pequeno fuso de pele — geralmente aproveitando a cicatriz de cesárea prévia, quando existente — para tratar o excesso de pele localizado, evitando a incisão transversal extensa característica da abdominoplastia tradicional. Essa combinação costuma ser considerada para pacientes com excesso de pele limitado e sem grande flacidez abdominal generalizada; quando o excesso de pele é mais evidente, a abdominoplastia convencional ou outras técnicas podem ser mais adequadas, e essa definição depende de avaliação conjunta entre as duas especialidades.
Do ponto de vista técnico, a etapa videolaparoscópica ou robótica é realizada sob anestesia geral, com poucas incisões — geralmente na região umbilical e em pontos estratégicos do abdome —, por onde são introduzidos os instrumentos que permitem a aproximação da linha média sob visualização ampliada, podendo incluir reforço com tela cirúrgica em casos selecionados. Concluída essa fase, a Dra. Lorena Queiroz realiza a ressecção do fuso de pele planejado, associando, de acordo com as características de cada paciente, lipoaspiração ou tecnologias complementares de retração de pele. A extensão da cicatriz remanescente e a necessidade de procedimentos associados variam conforme o planejamento definido em conjunto entre a cirurgia do aparelho digestivo e a cirurgia plástica, sempre de forma individualizada.
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A MAMI reúne, num único planejamento, a etapa videolaparoscópica ou robótica de correção da diástase e a etapa de cirurgia plástica. As duas são executadas na mesma internação, por especialistas distintos.
O que esperar antes e depois da cirurgia.
Preparo pré-operatório
O preparo pré-operatório para a correção da diástase abdominal pela técnica MAMI geralmente inclui avaliação clínica detalhada, exames pré-operatórios de rotina e consulta com a equipe de anestesiologia. Dependendo do caso, o cirurgião pode orientar ajustes em medicações de uso contínuo, jejum pré-operatório e suspensão do tabagismo, fatores que costumam influenciar a cicatrização e a recuperação. A necessidade de exames de imagem complementares ou de avaliação conjunta com a equipe de cirurgia plástica pode variar conforme as características de cada paciente.
Recuperação e pós-operatório
A recuperação após a técnica MAMI costuma envolver repouso relativo, uso de cinta ou faixa abdominal e restrição a esforços físicos intensos por um período que varia conforme a evolução de cada paciente. O retorno gradual às atividades cotidianas, à condução de veículos e à prática de exercícios costuma ser orientado de forma individualizada pela equipe médica, levando em conta a eventual associação com lipoaspiração ou tecnologias de retração de pele. Sinais como dor persistente, febre, vermelhidão ou secreção na região operada devem sempre ser comunicados à equipe assistente.
Dúvidas comuns sobre esse procedimento.
O que é a diástase abdominal e quando a correção cirúrgica está indicada?+
A diástase abdominal é o afastamento dos músculos retos do abdome na linha média, comum após gestações ou grandes variações de peso. A indicação cirúrgica costuma ser considerada quando há sintomas como dor lombar, sensação de fraqueza da parede abdominal, abaulamento visível ou resposta insuficiente ao tratamento conservador com fisioterapia, sempre após avaliação clínica individualizada.
Em que a técnica MAMI se diferencia da abdominoplastia tradicional?+
Na técnica MAMI, a correção da diástase é feita por videolaparoscopia ou robótica, e a equipe de cirurgia plástica retira apenas um pequeno fuso de pele, geralmente aproveitando a cicatriz de cesárea prévia quando existente, evitando a grande incisão transversal típica da abdominoplastia convencional. A extensão da cicatriz final e a necessidade de procedimentos associados, como lipoaspiração, variam conforme as características de cada paciente.
Que tipo de anestesia é utilizada na técnica MAMI?+
O procedimento costuma ser realizado sob anestesia geral, já que combina uma etapa videolaparoscópica ou robótica com um tempo de cirurgia plástica. O protocolo anestésico é definido pela equipe de anestesiologia após avaliação pré-anestésica individual, considerando comorbidades e exames pré-operatórios de cada paciente.
Quanto tempo dura a cirurgia pela técnica MAMI?+
A duração varia conforme a extensão da diástase, a necessidade de lipoaspiração ou tecnologias de retração de pele associadas e a complexidade de cada caso, podendo, em geral, levar entre duas e quatro horas. Esse tempo pode ser maior quando há procedimentos combinados realizados na mesma cirurgia pela equipe de cirurgia plástica.
É necessária internação hospitalar? Por quantos dias?+
A maioria dos pacientes permanece internada por um período curto, geralmente entre um e dois dias, mas isso pode variar conforme a evolução clínica, a eventual associação com outros procedimentos e a avaliação da equipe assistente. Em alguns casos a alta pode ocorrer mais cedo ou exigir acompanhamento hospitalar mais prolongado.
Como costuma ser o repouso nos primeiros dias após a cirurgia?+
Nos primeiros dias, costuma-se orientar repouso relativo, evitando esforços que sobrecarreguem a parede abdominal, como levantar peso ou fazer movimentos bruscos de tronco. O uso de cinta ou faixa abdominal é frequentemente recomendado nesse período, e as orientações específicas de mobilização são sempre individualizadas pela equipe médica.
Quando é possível retornar ao trabalho, dirigir e praticar exercícios?+
O retorno a atividades leves de trabalho costuma ocorrer em algumas semanas, dirigir depende da ausência de dor limitante e de liberação médica, e exercícios físicos mais intensos costumam ser retomados de forma gradual, somente após reavaliação. Esses prazos variam conforme o tipo de atividade, eventual associação com lipoaspiração ou retração de pele e a evolução individual, sendo definidos caso a caso pela equipe médica.
É necessário usar cinta ou faixa abdominal? Por quanto tempo?+
Sim, o uso de cinta ou faixa abdominal costuma ser recomendado no pós-operatório para conforto e suporte da parede abdominal. A duração exata não é fixa, pois varia conforme a extensão da correção, a eventual associação com lipoaspiração e a orientação da equipe cirúrgica para cada paciente.
Existe risco de seroma após a lipoaspiração associada à técnica MAMI?+
Sim. Quando a técnica MAMI é associada a lipoaspiração ou tecnologias de retração de pele, existe risco de formação de seroma (acúmulo de líquido sob a pele), além de possibilidade de hematoma, infecção, alteração de sensibilidade local ou, mais raramente, sofrimento da pele na região do fuso retirado. Esse risco varia conforme fatores individuais, como espessura do tecido e extensão da lipoaspiração, e deve ser discutido antes da cirurgia.
A diástase pode retornar (recidivar) depois da correção pela técnica MAMI?+
Como em qualquer correção cirúrgica de diástase, existe possibilidade de recidiva parcial, especialmente em situações de nova gestação, grande variação de peso ou esforços físicos inadequados durante a recuperação. Não há garantia de resultado definitivo, e a manutenção do resultado depende também dos cuidados no pós-operatório e de fatores individuais de cada paciente.
Quais profissionais participam da cirurgia pela técnica MAMI?+
A técnica MAMI costuma envolver uma equipe multidisciplinar: o cirurgião do aparelho digestivo responsável pela correção da diástase por videolaparoscopia ou robótica, e um cirurgião plástico responsável pela retirada do fuso de pele e por eventuais procedimentos associados, como lipoaspiração. A equipe de anestesiologia acompanha todo o procedimento, e a atuação de cada profissional é ajustada ao planejamento cirúrgico do caso.
Quais cuidados com a cicatriz e a região operada são necessários no pós-operatório?+
Os cuidados costumam incluir higiene local conforme orientação médica e proteção da cicatriz contra exposição solar direta durante a fase de cicatrização. Sinais de alerta como vermelhidão intensa, secreção, febre ou dor crescente devem ser comunicados prontamente à equipe assistente, já que o tempo de cicatrização completa varia de paciente para paciente.
Estrutura hospitalar em Uberlândia-MG.
Hospital Mater Dei Santa Genoveva
Av. Vasconcelos Costa, 967 — Bairro Martins, Uberlândia-MG
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Rua Rafael Marino Neto, 600 — Bairro Jardim Karaíba, Uberlândia-MG
Abrir no Google Maps →Conteúdo revisado por Dr. Solon Gonçalves Souza Menezes — CRM-MG 79366, RQE 60355 (Cirurgia do Aparelho Digestivo), RQE 44656 (Cirurgia Geral). Professor de Cirurgia da FAMED-UFU e Supervisor do Programa de Residência Médica em Cirurgia Geral do HC-UFU. ORCID. Última revisão: setembro/2026.
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