
Dr. Solon Gonçalves Souza Menezes
Professor de Cirurgia — FAMED UFU · Certificação em Cirurgia Robótica (Intuitive / Hospital Albert Einstein) · Atende nos Hospitais UMC e Mater Dei Santa Genoveva, Uberlândia-MG · (34) 99341-0915
O câncer do aparelho digestivo pode se originar em diferentes órgãos — cólon, reto, estômago, esôfago, pâncreas, fígado ou vias biliares (vesícula biliar e ductos biliares) — e a indicação cirúrgica depende do órgão acometido, do estágio da doença no momento do diagnóstico e das condições clínicas do paciente. De forma geral, quando o tumor está localizado e pode ser removido por completo, com margens livres de doença, a cirurgia costuma ser a base do tratamento com intenção curativa, podendo ser associada a quimioterapia e, em alguns casos, radioterapia antes e/ou depois da operação.
No cólon e no reto, a cirurgia remove o segmento intestinal com o tumor e os linfonodos ao redor, podendo ser necessário desviar temporária ou definitivamente o trânsito intestinal por um estoma. No estômago, a gastrectomia (parcial ou total) é sempre acompanhada da remoção dos linfonodos regionais. No esôfago, a esofagectomia retira o segmento comprometido e reconstrói o trânsito digestivo. No pâncreas, a duodenopancreatectomia (cirurgia de Whipple) e a pancreatectomia distal são os procedimentos mais realizados, conforme a localização do tumor. No fígado, a hepatectomia é indicada tanto para tumores primários quanto para metástases originadas em outros órgãos. Nas vias biliares, a conduta varia de uma colecistectomia simples até ressecções mais extensas associadas à remoção de parte do fígado.
Em doença disseminada de forma não controlável, a cirurgia curativa geralmente não é indicada. A decisão sobre indicação, extensão e momento da cirurgia é sempre individualizada e discutida em equipe multidisciplinar.
O processo, do início ao retorno às atividades.
Avaliação Multidisciplinar
O caso é discutido entre cirurgião, oncologista clínico, radiologista e, quando indicado, radioterapeuta.
Exames de Estadiamento
Tomografia, ressonância, endoscopia e, em casos selecionados, laparoscopia diagnóstica, para definir a extensão da doença.
Cirurgia
Por via aberta, laparoscópica ou robótica conforme indicação individual, para remoção do tumor com margens livres e linfonodos regionais.
Pós-operatório
Monitorização hospitalar, controle da dor, mobilização precoce e reintrodução progressiva da alimentação.
Retorno
Gradual, com consultas de seguimento para avaliar a recuperação e planejar eventual tratamento complementar.
Dúvidas comuns sobre a cirurgia oncológica.
Quanto tempo dura a cirurgia?+
Varia bastante conforme o órgão e a extensão da ressecção — de aproximadamente 1 a 3 horas em procedimentos mais limitados (como uma colecistectomia) a 6 horas ou mais em cirurgias de maior complexidade, como esofagectomia, duodenopancreatectomia ou hepatectomias associadas à via biliar. O tempo exato só pode ser estimado após a avaliação individual.
Que tipo de anestesia é utilizada?+
Esses procedimentos são realizados sob anestesia geral, com avaliação pré-anestésica prévia para checar as condições clínicas do paciente e definir os cuidados específicos de cada caso.
Quanto tempo fico internado?+
Depende do órgão operado e da via de acesso: procedimentos mais limitados podem envolver internações de 2 a 5 dias, enquanto cirurgias mais extensas — como esofagectomia, duodenopancreatectomia ou ressecções hepatobiliares complexas — costumam exigir de 7 a 14 dias, podendo ser maior em caso de complicações.
Vou sentir dor após a cirurgia?+
Algum grau de dor pós-operatória é esperado e é controlado com analgesia hospitalar e, depois, medicação oral. A intensidade e a duração variam de pessoa para pessoa e tendem a ser menores nas vias laparoscópica e robótica, em comparação à cirurgia aberta.
Vou precisar de drenos ou sondas?+
Em muitos casos sim, de forma temporária — para monitorar sangramento, vazamento de secreções (como bile ou suco pancreático) ou para suporte nutricional nos primeiros dias. A necessidade e o tempo de permanência dependem do tipo de cirurgia.
As cicatrizes serão grandes?+
Depende da via de acesso: a cirurgia aberta deixa uma incisão maior, enquanto as vias laparoscópica e robótica utilizam múltiplas incisões pequenas. Nem todo caso é elegível para via minimamente invasiva — isso depende do estágio, da localização do tumor e de fatores clínicos individuais.
Quanto tempo fico afastado do trabalho?+
Varia conforme o tipo de cirurgia e a atividade profissional, podendo ir de cerca de 3 a 4 semanas em procedimentos mais limitados a 2 ou 3 meses em cirurgias de maior porte. O prazo deve ser definido individualmente com o cirurgião.
Quando posso retomar atividade física e levantar peso?+
Em geral, orienta-se evitar esforço físico e levantamento de peso por cerca de 4 a 6 semanas após cirurgias minimamente invasivas, podendo se estender a 8 a 12 semanas após cirurgias abertas de maior extensão. A liberação para exercícios mais intensos é progressiva e individualizada.
Quais são os riscos e complicações possíveis?+
Como em qualquer cirurgia de médio ou grande porte do aparelho digestivo, há riscos descritos na literatura médica, que incluem sangramento, infecção, vazamento de anastomose ou de secreções (fístula), lesão de estruturas vizinhas, complicações pulmonares e eventos tromboembólicos, entre outros. As taxas e os tipos específicos de complicação variam conforme o órgão operado, o estágio da doença e a extensão da ressecção — devem ser discutidos individualmente com o cirurgião.
Existem contraindicações para a cirurgia?+
Sim. De forma geral, doença disseminada de forma não controlável fora do órgão de origem, impossibilidade de remoção completa do tumor com preservação de função de órgão suficiente e condições clínicas que não permitam suportar uma cirurgia de grande porte com segurança são fatores que podem contraindicar ou adiar a operação.
Vou precisar de quimioterapia ou radioterapia além da cirurgia?+
Depende do tipo de tumor, do órgão acometido e do estágio da doença. Em vários cenários, indica-se tratamento antes da cirurgia (neoadjuvante) e/ou depois (adjuvante), para reduzir o risco de recidiva. Essa definição é feita em conjunto com a equipe de oncologia.
Quem participa do meu tratamento, além do cirurgião?+
O acompanhamento costuma envolver uma equipe multidisciplinar, que pode incluir oncologista clínico, radiologista, radioterapeuta, anestesiologista, nutricionista e, quando aplicável, enfermagem especializada em estomaterapia.
A cirurgia robótica é sempre a opção mais indicada?+
Não necessariamente. A via robótica é uma das três abordagens possíveis (junto com a aberta e a laparoscópica), e sua indicação depende do órgão, da localização e do estágio do tumor, além de fatores clínicos do paciente. A escolha da técnica é sempre individualizada.
Estrutura hospitalar em Uberlândia-MG.
Hospital Mater Dei Santa Genoveva
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Rua Rafael Marino Neto, 600 — Bairro Jardim Karaíba, Uberlândia-MG
Abrir no Google Maps →Conteúdo revisado por Dr. Solon Gonçalves Souza Menezes — CRM-MG 79366, RQE 60355 (Cirurgia do Aparelho Digestivo), RQE 44656 (Cirurgia Geral). Professor de Cirurgia da FAMED-UFU e Supervisor do Programa de Residência Médica em Cirurgia Geral do HC-UFU. ORCID. Última revisão: setembro/2026.
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