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HÉRNIAS

Cirurgia de Hérnia em Uberlândia-MG — por Vídeo ou Robótica

Entenda quando uma hérnia tem indicação cirúrgica e conheça as técnicas minimamente invasivas disponíveis para cada tipo.

Dr. Solon Gonçalves Souza Menezes, cirurgião do aparelho digestivo e cirurgia robótica em Uberlândia-MG

Dr. Solon Gonçalves Souza Menezes

CRM-MG 79366 · RQE 60355 (Cirurgia do Aparelho Digestivo) · RQE 44656 (Cirurgia Geral)

Professor de Cirurgia — FAMED UFU · Certificação em Cirurgia Robótica (Intuitive / Hospital Albert Einstein) · Atende nos Hospitais UMC e Mater Dei Santa Genoveva, Uberlândia-MG · (34) 99341-0915

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Uma hérnia da parede abdominal acontece quando um órgão ou tecido empurra através de um ponto fraco da musculatura do abdômen — na virilha (inguinal), no umbigo (umbilical), acima dele (epigástrica) ou numa cicatriz de cirurgia anterior (incisional). O defeito não fecha sozinho: uma vez que a hérnia existe, a cirurgia é o único tratamento definitivo — a dúvida geralmente não é "se", é "quando".

Hérnias pouco sintomáticas podem, em alguns casos, ser acompanhadas por um tempo (observação vigilante), mas a decisão é sempre individualizada e depende do tipo de hérnia, dos sintomas e do risco de complicações. A parede abdominal também pode apresentar hérnia de hiato, associada ao refluxo gastroesofágico — uma condição diferente, também tratada cirurgicamente quando indicado. Conheça abaixo os tipos de hérnia mais comuns e as abordagens utilizadas pelo Dr. Solon Gonçalves.

COMO FUNCIONA

O processo, do início ao retorno às atividades.

01

Avaliação

Exame físico, histórico e discussão dos sintomas para definir se há indicação cirúrgica e qual técnica se aplica ao seu caso.

02

Exames

Avaliação de imagem (ultrassom ou tomografia), quando necessária, para confirmar o tipo de hérnia e planejar a cirurgia.

03

Cirurgia

Realizada em ambiente hospitalar, pela técnica definida na avaliação — vídeo, robótica ou aberta, geralmente com uso de tela de reforço.

04

Pós-operatório

Acompanhamento hospitalar inicial, controle da dor e orientações específicas para os primeiros dias.

05

Retorno

Retomada gradual das atividades, com consultas de seguimento para acompanhar a recuperação.

PERGUNTAS FREQUENTES

Dúvidas comuns sobre a cirurgia de hérnia.

Quanto tempo dura a cirurgia de hérnia?+

Varia conforme o tipo e a complexidade — de aproximadamente 40 minutos a 1 hora em hérnias simples (como a umbilical) a 2 horas ou mais em hérnias incisionais extensas ou casos com reconstrução mais ampla da parede abdominal.

Que tipo de anestesia é utilizada?+

A maioria dos casos é feita sob anestesia geral ou raquianestesia associada à sedação, dependendo da técnica e da extensão da cirurgia. A avaliação pré-anestésica define o que é mais adequado.

Preciso ficar internado?+

Na maioria dos casos por vídeo ou robótica, a alta ocorre no mesmo dia ou no dia seguinte. Hérnias incisionais mais extensas podem exigir 1 a 2 dias de internação.

Vou sentir dor após a cirurgia?+

Algum grau de dor é esperado nos primeiros dias e é controlado com analgesia hospitalar e, depois, medicação oral. A intensidade tende a ser menor nas técnicas minimamente invasivas do que na cirurgia aberta.

Sempre é preciso usar tela (mesh)?+

Na maioria dos casos de hérnia inguinal, incisional e em muitas umbilicais/epigástricas maiores, sim — a tela reduz o risco de recidiva. Em hérnias muito pequenas, a correção pode ser feita apenas com sutura. A indicação é individualizada.

As cicatrizes serão grandes?+

Nas técnicas por vídeo ou robótica, as incisões são pequenas (poucos milímetros cada). Na cirurgia aberta, necessária em alguns casos de urgência ou hérnias muito grandes, a cicatriz é maior.

Quanto tempo fico afastado do trabalho?+

Em geral, de 1 a 3 semanas para atividades sem esforço físico, podendo ser maior em hérnias incisionais extensas ou em trabalhos que exigem esforço físico intenso.

Quando posso voltar à atividade física e levantar peso?+

Recomenda-se evitar esforço físico e levantamento de peso por cerca de 4 a 6 semanas, com liberação progressiva conforme a cicatrização — esse prazo é ajustado individualmente.

Quais são os riscos e complicações possíveis?+

Como em qualquer cirurgia da parede abdominal, há riscos descritos na literatura: sangramento, infecção, seroma, dor crônica na região operada e recidiva da hérnia. As taxas variam conforme o tipo de hérnia, a técnica e fatores individuais.

Toda hérnia precisa ser operada imediatamente?+

Não necessariamente — hérnias pouco sintomáticas podem, em alguns casos, ser acompanhadas. Mas sinais como dor, crescimento perceptível ou dificuldade de reduzir a hérnia indicam que é hora de agendar a cirurgia. Dor súbita, endurecimento e não redução da hérnia são sinais de alerta que exigem avaliação de urgência.

Existem contraindicações para a cirurgia?+

Condições clínicas que não permitam anestesia com segurança podem adiar a cirurgia eletiva. Fora situações de urgência (hérnia encarcerada ou estrangulada), a decisão sobre o momento ideal é sempre individualizada.

A hérnia pode voltar depois de operada?+

A recidiva é possível, principalmente em hérnias incisionais grandes ou quando há esforço físico inadequado no pós-operatório. O uso de tela e a técnica adequada reduzem esse risco, mas ele não é zero — isso é discutido individualmente na avaliação.

ONDE OPERAR

Estrutura hospitalar em Uberlândia-MG.

Hospital Mater Dei Santa Genoveva

Av. Vasconcelos Costa, 967 — Bairro Martins, Uberlândia-MG

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Hospital UMC

Rua Rafael Marino Neto, 600 — Bairro Jardim Karaíba, Uberlândia-MG

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Conteúdo revisado por Dr. Solon Gonçalves Souza Menezes — CRM-MG 79366, RQE 60355 (Cirurgia do Aparelho Digestivo), RQE 44656 (Cirurgia Geral). Professor de Cirurgia da FAMED-UFU e Supervisor do Programa de Residência Médica em Cirurgia Geral do HC-UFU. ORCID. Última revisão: setembro/2026.

Referências
  1. HerniaSurge Group. International guidelines for groin hernia management. Hernia. 2018;22(1):1-165. doi:10.1007/s10029-017-1668-x
  2. Kaufmann R, Halm JA, Eker HH, et al. Mesh versus suture repair of umbilical hernia in adults: a randomised, double-blind, controlled, multicentre trial. Lancet. 2018;391(10123):860-869. doi:10.1016/S0140-6736(18)30298-8
  3. Ye L, Childers CP, de Virgilio M, et al. Clinical outcomes and cost of robotic ventral hernia repair: systematic review. BJS Open. 2021;5(6):zrab098. doi:10.1093/bjsopen/zrab098
  4. Morrell ALG, Morrell Junior AC, Mendes JMF, Morrell AG, Morrell A. Robotic TAPP inguinal hernia repair: lessons learned from 97 cases. Rev Col Bras Cir. 2021;48:e20202704. doi:10.1590/0100-6991e-20202704