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TECNOLOGIA

Tecnologia Robótica Da Vinci

Um padrão cirúrgico acima da média.

Plataforma cirúrgica robótica Da Vinci, com os quatro braços articulados posicionados
Dr. Solon Gonçalves em centro cirúrgico durante procedimento minimamente invasivo
Mãos do cirurgião nos manipuladores do console da plataforma Da Vinci

A cirurgia robótica permite movimentos de precisão milimétrica, visão tridimensional ampliada e incisões consideravelmente menores — traduzindo-se em menos dor, menor risco de complicações e uma recuperação mais rápida.

Para hérnias complexas e correção de diástase abdominal, essa precisão é o que separa um resultado bom de um resultado excelente — tanto na técnica quanto na estética final.

3DVisão cirúrgica ampliada
+PrecisãoMovimentos filtrados e milimétricos
−IncisõesCortes menores, recuperação mais rápida
COMO FUNCIONA

O cirurgião no comando, a plataforma na execução.

Dr. Solon Gonçalves ao lado da plataforma cirúrgica Da Vinci no centro de cirurgia robótica do Hospital UMC, em Uberlândia-MG
Dr. Solon Gonçalves no centro de cirurgia robótica do Hospital UMC, em Uberlândia-MG.

Ao contrário do que o nome sugere, a plataforma robótica não opera sozinha nem toma decisões. Cada movimento é comandado em tempo real pelo cirurgião, que permanece no centro cirúrgico, sentado em um console a poucos metros da mesa, com visão tridimensional ampliada do campo operatório e controle direto dos instrumentos.

Os instrumentos acoplados aos braços do sistema são articulados, com amplitude de movimento maior que a do punho humano, o que costuma facilitar suturas e dissecções em espaços estreitos da cavidade abdominal. A plataforma também filtra o tremor fisiológico natural da mão e permite reduzir a escala do movimento, de modo que um gesto amplo do cirurgião se traduz em um movimento milimétrico na ponta do instrumento.

Todo o procedimento é realizado por meio de poucas incisões pequenas, em vez de um corte único e extenso. As vantagens práticas de cada abordagem, porém, variam conforme o procedimento, a anatomia e as condições clínicas de cada paciente — a escolha entre cirurgia robótica, videolaparoscopia ou via aberta é sempre individualizada na avaliação pré-operatória.

FICHA TÉCNICA

O que a plataforma coloca na mão do cirurgião.

Visualização

Visão tridimensional ampliada

O console entrega imagem tridimensional em alta definição, com ampliação óptica do campo operatório — profundidade que um monitor bidimensional convencional não reproduz.

Instrumentação

Sete graus de liberdade

Os instrumentos articulados operam com sete graus de liberdade, conforme a especificação do fabricante — dois a mais que um instrumento laparoscópico convencional, que é rígido.

Estabilidade

Filtragem do tremor fisiológico

O sistema filtra o tremor natural da mão antes de reproduzir o movimento na ponta do instrumento, dentro da cavidade abdominal.

Controle

Escala de movimento

O movimento do cirurgião pode ser reduzido em escala: um gesto amplo no console se traduz em um deslocamento milimétrico na ponta do instrumento.

PERGUNTAS FREQUENTES

Dúvidas comuns sobre cirurgia robótica.

É o robô que faz a cirurgia sozinho?+

Não. A plataforma robótica não opera de forma autônoma nem toma decisões: todos os movimentos são comandados em tempo real pelo cirurgião, que permanece no centro cirúrgico, sentado em um console, com visão tridimensional ampliada do campo operatório. O sistema reproduz os movimentos das mãos do cirurgião nos instrumentos — não os substitui.

Qual a diferença entre cirurgia robótica e videolaparoscopia?+

Ambas são minimamente invasivas e usam pequenas incisões. Na videolaparoscopia, o cirurgião manipula diretamente instrumentos rígidos e acompanha a cirurgia em um monitor bidimensional. Na plataforma robótica, os instrumentos são articulados (com amplitude de movimento maior que a do punho), a visão é tridimensional e o sistema filtra o tremor fisiológico natural da mão. A escolha entre as duas depende do procedimento, da anatomia e das condições clínicas de cada paciente.

A cirurgia robótica é mais segura que a cirurgia convencional?+

Não é correto afirmar que uma via é sempre mais segura que a outra. A literatura descreve, para determinados procedimentos, vantagens potenciais da via robótica em aspectos como precisão da sutura e dissecção em espaços estreitos, enquanto a cirurgia aberta permanece indicada em situações específicas, como urgências ou aderências extensas. A segurança depende muito mais da indicação correta, da experiência da equipe e das condições do paciente do que da tecnologia isoladamente.

Todo paciente pode ser operado por via robótica?+

Não. A indicação é individualizada e leva em conta o tipo e a complexidade do procedimento, cirurgias abdominais prévias, condições cardiopulmonares para o tempo de anestesia e a avaliação da equipe cirúrgica e anestésica. Em alguns casos a via robótica não é a mais adequada, e isso é discutido abertamente na consulta.

A recuperação é sempre mais rápida?+

Procedimentos minimamente invasivos tendem a cursar com menos dor no pós-operatório imediato e retorno mais precoce às atividades quando comparados à cirurgia aberta, mas isso varia conforme o porte da operação e as características de cada paciente. Não existe prazo de recuperação garantido — a evolução é acompanhada individualmente.

A cirurgia robótica deixa menos cicatriz?+

Em geral, a abordagem robótica utiliza algumas incisões pequenas em vez de um corte único e extenso, o que costuma resultar em cicatrizes menores. O aspecto final, no entanto, depende de fatores individuais de cicatrização e não pode ser garantido previamente.

O convênio cobre cirurgia robótica?+

A cobertura varia conforme a operadora, o plano contratado e o procedimento indicado — algumas operadoras cobrem a via robótica para determinadas cirurgias e não para outras. Essa verificação é feita caso a caso junto ao convênio antes do agendamento, e a equipe do consultório orienta sobre a documentação necessária.

Onde o Dr. Solon realiza as cirurgias robóticas?+

No centro de cirurgia robótica do Hospital UMC, em Uberlândia-MG, onde está instalada a plataforma Da Vinci. O Dr. Solon Gonçalves tem certificação em cirurgia robótica pela Intuitive em parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein.

Conteúdo revisado por Dr. Solon Gonçalves Souza Menezes — CRM-MG 79366, RQE 60355 (Cirurgia do Aparelho Digestivo), RQE 44656 (Cirurgia Geral). Professor de Cirurgia da FAMED-UFU e Supervisor do Programa de Residência Médica em Cirurgia Geral do HC-UFU. ORCID. Última revisão: setembro/2026.

Referências
  1. Morrell ALG, Morrell Junior AC, Mendes JMF, Morrell AG, Morrell A. Robotic TAPP inguinal hernia repair: lessons learned from 97 cases. Rev Col Bras Cir. 2021;48:e20202704. doi:10.1590/0100-6991e-20202704
  2. de'Angelis N, Schena CA, Moszkowicz D, et al. Robotic surgery for inguinal and ventral hernia repair: a systematic review and meta-analysis. Surg Endosc. 2024;38(1):24-46. doi:10.1007/s00464-023-10545-5
  3. Aiolfi A, Cavalli M, Micheletto G, et al. Robotic inguinal hernia repair: is technology taking over? Systematic review and meta-analysis. Hernia. 2019;23(3):509-519. doi:10.1007/s10029-019-01965-1