


A cirurgia robótica permite movimentos de precisão milimétrica, visão tridimensional ampliada e incisões consideravelmente menores — traduzindo-se em menos dor, menor risco de complicações e uma recuperação mais rápida.
Para hérnias complexas e correção de diástase abdominal, essa precisão é o que separa um resultado bom de um resultado excelente — tanto na técnica quanto na estética final.
A tecnologia em ação.


O cirurgião no comando, a plataforma na execução.

Ao contrário do que o nome sugere, a plataforma robótica não opera sozinha nem toma decisões. Cada movimento é comandado em tempo real pelo cirurgião, que permanece no centro cirúrgico, sentado em um console a poucos metros da mesa, com visão tridimensional ampliada do campo operatório e controle direto dos instrumentos.
Os instrumentos acoplados aos braços do sistema são articulados, com amplitude de movimento maior que a do punho humano, o que costuma facilitar suturas e dissecções em espaços estreitos da cavidade abdominal. A plataforma também filtra o tremor fisiológico natural da mão e permite reduzir a escala do movimento, de modo que um gesto amplo do cirurgião se traduz em um movimento milimétrico na ponta do instrumento.
Todo o procedimento é realizado por meio de poucas incisões pequenas, em vez de um corte único e extenso. As vantagens práticas de cada abordagem, porém, variam conforme o procedimento, a anatomia e as condições clínicas de cada paciente — a escolha entre cirurgia robótica, videolaparoscopia ou via aberta é sempre individualizada na avaliação pré-operatória.
O que a plataforma coloca na mão do cirurgião.
Visão tridimensional ampliada
O console entrega imagem tridimensional em alta definição, com ampliação óptica do campo operatório — profundidade que um monitor bidimensional convencional não reproduz.
Sete graus de liberdade
Os instrumentos articulados operam com sete graus de liberdade, conforme a especificação do fabricante — dois a mais que um instrumento laparoscópico convencional, que é rígido.
Filtragem do tremor fisiológico
O sistema filtra o tremor natural da mão antes de reproduzir o movimento na ponta do instrumento, dentro da cavidade abdominal.
Escala de movimento
O movimento do cirurgião pode ser reduzido em escala: um gesto amplo no console se traduz em um deslocamento milimétrico na ponta do instrumento.
Dúvidas comuns sobre cirurgia robótica.
É o robô que faz a cirurgia sozinho?+
Não. A plataforma robótica não opera de forma autônoma nem toma decisões: todos os movimentos são comandados em tempo real pelo cirurgião, que permanece no centro cirúrgico, sentado em um console, com visão tridimensional ampliada do campo operatório. O sistema reproduz os movimentos das mãos do cirurgião nos instrumentos — não os substitui.
Qual a diferença entre cirurgia robótica e videolaparoscopia?+
Ambas são minimamente invasivas e usam pequenas incisões. Na videolaparoscopia, o cirurgião manipula diretamente instrumentos rígidos e acompanha a cirurgia em um monitor bidimensional. Na plataforma robótica, os instrumentos são articulados (com amplitude de movimento maior que a do punho), a visão é tridimensional e o sistema filtra o tremor fisiológico natural da mão. A escolha entre as duas depende do procedimento, da anatomia e das condições clínicas de cada paciente.
A cirurgia robótica é mais segura que a cirurgia convencional?+
Não é correto afirmar que uma via é sempre mais segura que a outra. A literatura descreve, para determinados procedimentos, vantagens potenciais da via robótica em aspectos como precisão da sutura e dissecção em espaços estreitos, enquanto a cirurgia aberta permanece indicada em situações específicas, como urgências ou aderências extensas. A segurança depende muito mais da indicação correta, da experiência da equipe e das condições do paciente do que da tecnologia isoladamente.
Todo paciente pode ser operado por via robótica?+
Não. A indicação é individualizada e leva em conta o tipo e a complexidade do procedimento, cirurgias abdominais prévias, condições cardiopulmonares para o tempo de anestesia e a avaliação da equipe cirúrgica e anestésica. Em alguns casos a via robótica não é a mais adequada, e isso é discutido abertamente na consulta.
A recuperação é sempre mais rápida?+
Procedimentos minimamente invasivos tendem a cursar com menos dor no pós-operatório imediato e retorno mais precoce às atividades quando comparados à cirurgia aberta, mas isso varia conforme o porte da operação e as características de cada paciente. Não existe prazo de recuperação garantido — a evolução é acompanhada individualmente.
A cirurgia robótica deixa menos cicatriz?+
Em geral, a abordagem robótica utiliza algumas incisões pequenas em vez de um corte único e extenso, o que costuma resultar em cicatrizes menores. O aspecto final, no entanto, depende de fatores individuais de cicatrização e não pode ser garantido previamente.
O convênio cobre cirurgia robótica?+
A cobertura varia conforme a operadora, o plano contratado e o procedimento indicado — algumas operadoras cobrem a via robótica para determinadas cirurgias e não para outras. Essa verificação é feita caso a caso junto ao convênio antes do agendamento, e a equipe do consultório orienta sobre a documentação necessária.
Onde o Dr. Solon realiza as cirurgias robóticas?+
No centro de cirurgia robótica do Hospital UMC, em Uberlândia-MG, onde está instalada a plataforma Da Vinci. O Dr. Solon Gonçalves tem certificação em cirurgia robótica pela Intuitive em parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein.
Conteúdo revisado por Dr. Solon Gonçalves Souza Menezes — CRM-MG 79366, RQE 60355 (Cirurgia do Aparelho Digestivo), RQE 44656 (Cirurgia Geral). Professor de Cirurgia da FAMED-UFU e Supervisor do Programa de Residência Médica em Cirurgia Geral do HC-UFU. ORCID. Última revisão: setembro/2026.
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