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DOENÇA HEMORROIDÁRIA

Cirurgia de Hemorroidas em Uberlândia-MG

Da ligadura elástica à hemorroidoplastia a laser e à hemorroidectomia: cada técnica no seu lugar, com os números de dor, recuperação e recidiva que a literatura publicou.

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Dr. Solon Gonçalves Souza Menezes, cirurgião do aparelho digestivo e cirurgia robótica em Uberlândia-MG

Dr. Solon Gonçalves Souza Menezes

CRM-MG 79366 · RQE 60355 (Cirurgia do Aparelho Digestivo) · RQE 44656 (Cirurgia Geral)

Professor de Cirurgia — FAMED UFU · Certificação em Cirurgia Robótica (Intuitive / Hospital Albert Einstein) · Atende nos Hospitais UMC e Mater Dei Santa Genoveva, Uberlândia-MG · (34) 99341-0915

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Hemorroidas são estruturas normais do canal anal — coxins de vasos e tecido de sustentação que ajudam na continência. A doença hemorroidária surge quando esses coxins se dilatam, deslizam ou inflamam, causando sangramento vivo na evacuação, abaulamento, coceira, umidade e, nas crises de trombose, dor intensa. As hemorroidas internas ficam acima da linha pectínea e são classificadas em quatro graus conforme o prolapso: grau I (não saem), II (saem e voltam sozinhas), III (voltam com ajuda da mão) e IV (não voltam). As externas ficam abaixo da linha, cobertas por pele sensível, e são a causa da dor nas tromboses. O cirurgião do aparelho digestivo trata as doenças orificiais — hemorroidas, fissura e fístula anal — como parte da sua especialidade.

A diretriz da Sociedade Americana de Cirurgiões de Cólon e Reto (ASCRS 2024) organiza o tratamento em degraus. O primeiro é sempre clínico: fibras, água, correção do hábito intestinal e banhos de assento (recomendação forte). Para hemorroidas de graus I e II — e casos selecionados de grau III — que não melhoram, os procedimentos de consultório resolvem a maioria dos casos, e a ligadura elástica é o mais eficaz deles. A hemorroidectomia (retirada cirúrgica dos mamilos, pelas técnicas de Milligan-Morgan, aberta, ou Ferguson, fechada) fica reservada às hemorroidas de graus III e IV, às externas sintomáticas e aos casos mistos — é a técnica com menor recidiva, mas também a mais dolorosa no pós-operatório.

Ilustração em corte do canal anal com hemorroida interna, dentro do ânus, e hemorroida externa, ao redor do ânus
Ilustração didáticaAs hemorroidas são vasos dilatados da região do ânus. A hemorroida interna (à esquerda) fica dentro do canal, acima da linha pectínea, em mucosa pouco sensível à dor; a externa (à direita) fica ao redor do ânus, sob a pele sensível. O grau de prolapso da interna — de I a IV — é o principal critério para escolher entre tratamento clínico, ligadura elástica, laser ou hemorroidectomia.

Entre esses dois extremos está a hemorroidoplastia a laser: por uma pequena punção na pele, uma fibra de laser é introduzida no mamilo hemorroidário e a energia provoca a retração e a fibrose do tecido, sem cortar a mucosa. É uma técnica minimamente invasiva, feita em regime de hospital-dia, e o Dr. Solon Gonçalves a oferece quando há indicação — hemorroidas internas sintomáticas de graus II e III. O que a evidência mostra, com honestidade: as metanálises de ensaios randomizados (17 ensaios, 1.196 pacientes; 9 ensaios, 661 pacientes) encontraram menos dor, menos sangramento, menos retenção urinária e retorno ao trabalho cerca de 12 dias mais cedo em comparação com a hemorroidectomia convencional. Em contrapartida, a recidiva é o calcanhar de Aquiles do laser: em um ensaio duplo-cego, 10% dos operados a laser precisaram de novo tratamento em um ano, contra 0% após hemorroidectomia; em 5 anos, 29% contra 24% (diferença não significativa); e uma revisão sistemática encontrou mais recidiva com o laser do que com a cirurgia aberta.

Por isso, a escolha é individual: para quem tem hemorroidas de grau II ou III e prioriza a recuperação rápida e com menos dor, o laser é uma boa opção, sabendo que existe uma chance maior de precisar de novo tratamento ao longo dos anos; para hemorroidas de grau IV, componentes externos volumosos ou recidivas, a hemorroidectomia continua sendo a referência. Vale registrar que a diretriz ASCRS 2024 ainda não contempla o laser — a técnica é recente, e os estudos de longo prazo são poucos. O Dr. Solon atende nos Hospitais UMC e Mater Dei Santa Genoveva, em Uberlândia-MG, e discute as alternativas com cada paciente a partir do exame proctológico.

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QUAL TRATAMENTO

O tratamento certo para cada grau.

A escolha segue a diretriz ASCRS 2024 e as evidências sobre o laser, e é definida no exame proctológico, que inclui a anuscopia. Sangramento anal em pessoas acima de 45 anos ou com fatores de risco também exige colonoscopia, para excluir outras causas.

01

Graus I e II

Tratamento clínico (fibras, água, hábito intestinal, banhos de assento) e, se persistir, procedimentos de consultório — a ligadura elástica é o mais eficaz. A hemorroidoplastia a laser é alternativa no grau II: em um ensaio randomizado, teve menos dor e sangramento nas primeiras duas semanas que a ligadura, com recidiva igual em um ano.

02

Grau III

Hemorroidoplastia a laser ou hemorroidectomia, conforme o tamanho dos mamilos e a prioridade do paciente — menos dor e retorno mais rápido (laser) ou menor recidiva (hemorroidectomia). A ligadura elástica pode resolver casos selecionados.

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Grau IV e hemorroidas externas

Hemorroidectomia (Milligan-Morgan ou Ferguson), com recomendação forte da ASCRS. O laser isolado não é indicado no grau IV — o consenso dos próprios usuários da técnica só o admite combinado a outras técnicas, por cirurgiões experientes, com maior risco de recidiva.

04

Trombose hemorroidária

Crise de dor intensa com nódulo endurecido: nas primeiras 72 horas pode ser tratada com a retirada do trombo ou do mamilo; depois disso, o tratamento clínico costuma resolver, e a cirurgia definitiva é discutida mais tarde.

TÉCNICAS

Laser, ligadura e hemorroidectomia: comparação com os números publicados.

A tabela resume os resultados dos ensaios randomizados e das metanálises citadas nas referências. Todos os números são médias de grupos de pacientes; a recidiva, em particular, varia com o grau da doença e com a técnica do cirurgião.

AspectoLigadura elásticaHemorroidoplastia a laserHemorroidectomia
Indicação principalGraus I e II; III selecionadosGraus II e III internasGraus III e IV, externas e mistas
Onde é feitaConsultório, sem anestesiaHospital-dia, com anestesiaHospital, com anestesia
Dor pós-operatóriaLeveMenor que a hemorroidectomia (escala de dor cerca de 2,5 pontos menor no 1º dia)A mais intensa, por 1 a 2 semanas
Sangramento pós-operatórioBaixoMenor que a hemorroidectomia (OR 0,16)Mais frequente
Retorno às atividadesImediatoCerca de 12 dias mais cedo que a hemorroidectomia; 15 dias no ensaio de VilniusCerca de 30 dias no mesmo ensaio
RecidivaPode exigir sessões repetidas10% em 1 ano e 29% em 5 anos no ensaio de Vilnius; 21,6% em 25 meses em coorte de grau III; revisão aponta mais recidiva que a cirurgia aberta0% em 1 ano e 24% em 5 anos no ensaio de Vilnius; 8,1% em 25 meses na coorte
Complicações específicasDor, sangramento tardioTrombose de hemorroida externa (até 4–10%), sangramento (0–7,6%)Retenção urinária, estenose anal, sangramento tardio

No celular, arraste a tabela para o lado para ver todas as colunas.

Fontes: Hawkins et al., Dis Colon Rectum 2024 (ASCRS); Cheng et al., Asian J Surg 2024; Wee et al., Ann Coloproctol 2023; Poskus et al., Int J Colorectal Dis 2020 e Makunaite et al., Dis Colon Rectum 2026 (ensaio de Vilnius); Gambardella et al., Langenbecks Arch Surg 2023; Jin et al., BMC Surg 2024; Li et al., Int J Colorectal Dis 2024. As recomendações técnicas sobre o laser (indicação por grau) vêm de consenso de especialistas organizado pela indústria, com nível de evidência baixo — informamos isso por transparência.
PREPARO E RECUPERAÇÃO

O que esperar antes e depois da cirurgia.

Preparo pré-operatório

A consulta inclui o exame proctológico com anuscopia, que define o grau e a presença de componente externo. Colonoscopia é solicitada quando há sangramento em pacientes acima de 45 anos, anemia, alteração do hábito intestinal ou história familiar de câncer colorretal. Para os procedimentos com anestesia, pedem-se exames de sangue e avaliação anestésica; orienta-se jejum, limpeza intestinal simples (em geral um pequeno enema) e suspensão de anticoagulantes conforme orientação.

Recuperação e pós-operatório

Após o laser, a maioria dos pacientes vai para casa no mesmo dia, com dor leve a moderada controlada por analgésicos comuns; a trombose de uma hemorroida externa, quando ocorre, pode causar dor mais intensa por alguns dias. Após a hemorroidectomia, a dor é mais importante nas primeiras duas semanas e exige analgesia programada, banhos de assento e cuidado com o hábito intestinal — fibras, água e laxantes suaves evitam fezes endurecidas. Pequenos sangramentos na evacuação são esperados durante a cicatrização, que leva de 3 a 6 semanas após a hemorroidectomia. O retorno ao trabalho varia de poucos dias (ligadura, laser) a 2 a 4 semanas (hemorroidectomia).

RISCOS E COMPLICAÇÕES

O que pode acontecer, técnica por técnica.

Nenhum tratamento de hemorroidas é isento de recidiva ou de complicações. Os números abaixo vêm das metanálises e dos ensaios citados nas referências.

  • Recidiva — o ponto mais importante na escolha: menor com a hemorroidectomia; maior com o laser nos estudos de longo prazo (29% em 5 anos no ensaio de Vilnius; 34% em 5,4 anos em uma série suíça; 21,6% em 25 meses em grau III). A ligadura elástica pode precisar de repetição.
  • Dor — intensa após a hemorroidectomia, por 1 a 2 semanas; menor após o laser e a ligadura, mas o laser pode causar trombose de hemorroida externa (até 4% a 10%), com dor comparável à da cirurgia convencional nesses casos.
  • Sangramento — tardio (entre o 7º e o 14º dia) após hemorroidectomia ou ligadura; após o laser, relatado entre 0% e 7,6%.
  • Retenção urinária — transitória, mais comum após a hemorroidectomia.
  • Estenose anal — estreitamento cicatricial, raro, mais associado à hemorroidectomia extensa (o laser mostrou menos estenose nas metanálises).
  • Incontinência — rara com todas as técnicas; sem diferença entre laser e hemorroidectomia nas metanálises.
  • Infecção e fístula — raras; uma série suíça relatou 18% de complicações após o laser, incluindo duas fístulas, o que reforça a necessidade de indicação criteriosa.
PERGUNTAS FREQUENTES

Dúvidas comuns sobre esse procedimento.

Quando a hemorroida precisa de cirurgia?+

Quando o tratamento clínico e os procedimentos de consultório não resolvem, quando há prolapso de grau III ou IV, componente externo sintomático ou crises repetidas de trombose. Sangramento persistente com anemia também é indicação. A maioria das hemorroidas de graus I e II não precisa de cirurgia.

A cirurgia de hemorroida a laser é melhor?+

É melhor em um aspecto e pior em outro. As metanálises de ensaios randomizados mostram menos dor, menos sangramento e retorno ao trabalho cerca de 12 dias mais cedo do que com a hemorroidectomia. Por outro lado, a recidiva é maior: 10% em um ano contra 0% da hemorroidectomia em um ensaio duplo-cego, e 29% contra 24% em 5 anos. É uma boa opção para graus II e III quando o paciente aceita essa troca; não substitui a hemorroidectomia no grau IV.

A cirurgia de hemorroida a laser dói? Quanto tempo de recuperação?+

A dor é leve a moderada na maioria dos casos e controlada com analgésicos comuns; o retorno às atividades leva em média 15 dias no ensaio de Vilnius, contra 30 dias após a hemorroidectomia. Se ocorrer trombose de uma hemorroida externa — complicação descrita em até 4% a 10% dos casos —, a dor pode ser mais forte por alguns dias.

A cirurgia de hemorroida é perigosa?+

Não é uma cirurgia de risco de vida, mas tem complicações possíveis: sangramento tardio, retenção urinária, dor intensa (hemorroidectomia), trombose externa (laser) e, raramente, estenose, infecção ou incontinência. A escolha correta da técnica para o grau da doença é o que mais reduz esses riscos.

Qual a diferença entre hemorroidectomia aberta (Milligan-Morgan) e fechada (Ferguson)?+

Na técnica aberta, a ferida da retirada do mamilo é deixada para cicatrizar sozinha; na fechada, é suturada. Ambas são técnicas de excisão com resultados de longo prazo semelhantes e baixa recidiva; a dor pós-operatória é parecida. A escolha depende do caso e da preferência do cirurgião.

É normal sangrar depois da cirurgia de hemorroida?+

Pequenos sangramentos na evacuação são esperados durante a cicatrização, por algumas semanas. Sangramento volumoso, com coágulos, ou entre o 7º e o 14º dia (quando a crosta se solta) deve ser comunicado imediatamente — é raro, mas pode exigir avaliação.

Quantos dias de atestado para cirurgia de hemorroida?+

Após a ligadura elástica, em geral nenhum ou poucos dias; após o laser, cerca de uma a duas semanas; após a hemorroidectomia, de duas a quatro semanas, conforme a atividade profissional. O atestado é definido individualmente.

Hemorroida tem cura?+

Os coxins hemorroidários são estruturas normais, por isso o que se trata é a doença — o prolapso, o sangramento e as crises. Todas as técnicas têm alguma recidiva ao longo dos anos, menor com a hemorroidectomia. Manter o intestino regulado, com fibras e água, é parte do tratamento para o resto da vida.

Hemorroida pode virar câncer?+

Hemorroidas não se transformam em câncer. O cuidado é outro: o sangramento anal pode ser atribuído às hemorroidas e esconder um tumor do reto ou do cólon. Por isso, sangramento em pessoas acima de 45 anos, com anemia, mudança do hábito intestinal ou história familiar exige colonoscopia antes de qualquer tratamento.

A cirurgia é com anestesia geral?+

Os procedimentos com laser e a hemorroidectomia são feitos com anestesia raquidiana (na coluna) ou geral, conforme a avaliação anestésica, em regime de hospital-dia ou com uma noite de internação. A ligadura elástica é feita no consultório, sem anestesia.

Hemorroida inflamada: o que fazer na crise?+

Banhos de assento com água morna, analgésicos, pomadas por tempo limitado e fezes macias (fibras, água, laxante suave) aliviam a maioria das crises. Dor muito intensa com nódulo endurecido sugere trombose: nas primeiras 72 horas, a retirada do trombo alivia rapidamente; procure avaliação.

Você opera pelo SUS?+

Faço cirurgias pelo SUS. Sou professor de Cirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Uberlândia e opero pacientes no Hospital de Clínicas da UFU (HC-UFU). O caminho, porém, não passa pelo meu consultório: para ser operado pelo SUS é preciso procurar o posto de saúde ou a Unidade Básica de Saúde mais próxima da sua residência, ser avaliado por um médico e, havendo indicação cirúrgica, ser inserido na fila de regulação do seu município. O cirurgião não escolhe quem vai operar pelo SUS — a fila é seguida rigorosamente, conforme as regras do SUS.

ONDE OPERAR

Estrutura hospitalar em Uberlândia-MG.

Hospital Mater Dei Santa Genoveva

Av. Vasconcelos Costa, 967 — Bairro Martins, Uberlândia-MG

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Hospital UMC

Rua Rafael Marino Neto, 600 — Bairro Jardim Karaíba, Uberlândia-MG

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Conteúdo revisado por Dr. Solon Gonçalves Souza Menezes — CRM-MG 79366, RQE 60355 (Cirurgia do Aparelho Digestivo), RQE 44656 (Cirurgia Geral). Professor de Cirurgia da FAMED-UFU e Supervisor do Programa de Residência Médica em Cirurgia Geral do HC-UFU. ORCID. Última revisão: outubro/2026.

Referências
  1. Hawkins AT, Davis BR, Bhama AR, et al. The American Society of Colon and Rectal Surgeons Clinical Practice Guidelines for the Management of Hemorrhoids. Dis Colon Rectum. 2024;67(5):614-623. doi:10.1097/DCR.0000000000003276
  2. Cheng PL, Chen CC, Chen JS, et al. Diode laser hemorrhoidoplasty versus conventional Milligan-Morgan and Ferguson hemorrhoidectomy for symptomatic hemorrhoids: Meta-analysis. Asian J Surg. 2024;47(11):4681-4690. doi:10.1016/j.asjsur.2024.04.156
  3. Wee IJY, Koo CH, Seow-En I, et al. Laser hemorrhoidoplasty versus conventional hemorrhoidectomy for grade II/III hemorrhoids: a systematic review and meta-analysis. Ann Coloproctol. 2023;39(1):3-10. doi:10.3393/ac.2022.00598.0085
  4. Lie H, Caesarini EF, Purnama AA, et al. Laser hemorrhoidoplasty for hemorrhoidal disease: a systematic review and meta-analysis. Lasers Med Sci. 2022;37(9):3621-3630. doi:10.1007/s10103-022-03643-8
  5. Li Z, Wu J, Brown NKD, et al. A systematic review comparing the efficacy of 980 nm vs. 1470 nm wavelengths in laser hemorrhoidoplasty. Int J Colorectal Dis. 2024;39(1):117. doi:10.1007/s00384-024-04690-z
  6. Poskus T, Danys D, Makunaite G, et al. Results of the double-blind randomized controlled trial comparing laser hemorrhoidoplasty with sutured mucopexy and excisional hemorrhoidectomy. Int J Colorectal Dis. 2020;35(3):481-490. doi:10.1007/s00384-019-03460-6
  7. Makunaite G, Grinys A, Danys D, et al. Five-Year Follow-up of the Double-Blinded Randomized Controlled Trial Comparing Laser Hemorrhoidoplasty With Sutured Mucopexy and Excisional Hemorrhoidectomy. Dis Colon Rectum. 2026;69(10):2484-2491. doi:10.1097/DCR.0000000000004372
  8. Gambardella C, Brusciano L, Brillantino A, et al. Mid-term efficacy and postoperative wound management of laser hemorrhoidoplasty (LHP) vs conventional excisional hemorrhoidectomy in grade III hemorrhoidal disease: the twisting trend. Langenbecks Arch Surg. 2023;408(1):140. doi:10.1007/s00423-023-02879-4
  9. Faes S, Pratsinis M, Hasler-Gehrer S, et al. Short- and long-term outcomes of laser haemorrhoidoplasty for grade II–III haemorrhoidal disease. Colorectal Dis. 2019;21(6):689-696. doi:10.1111/codi.14572
  10. Jin L, Qin K, Wu R, et al. Laser hemorrhoidoplasty vs. rubber band ligation: a randomized trial comparing 2 mini-invasive treatment for grade II hemorrhoids. BMC Surg. 2024;24(1):164. doi:10.1186/s12893-024-02425-z
  11. Ambe PC, et al. Best clinical practice recommendations for the management of symptomatic hemorrhoids via laser hemorrhoidoplasty: the LHP recommendations. Tech Coloproctol. 2024;29(1):2. doi:10.1007/s10151-024-03022-1